29/03/06
Biblioteconomia e Ciência da Informação: uma profissão do futuro
Aquela imagem da bibliotecária, uma senhora conservadora com olhar rigoroso por cima dos óculos de armação grossa, já não corresponde a esse profissional sintonizado com o que há de mais moderno na área de tecnologia da informação.
Os bibliotecários são profissionais da vanguarda do conhecimento. Gestores da informação, esteja ela onde estiver, na internet, em fitas de áudio, vídeo, CD’s, DVD’s, e por incrível que pareça, até no bom e velho papel.
"Sim, o bibliotecário ainda trabalha com livros e outros materiais impressos, mas os suportes de informação e mesmo as fontes de informação se ampliaram, o bibliotecário trabalha hoje diretamente com escritores, pesquisadores, advogados, jornalistas, engenheiros, médicos, biólogos, dando suporte ao desenvolvimento de todas as áreas do conhecimento ", explica a professora Evanda Verri Paulino, coordenadora da Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação (FaBCI) da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) e especialista em Técnicas para Tratamento e Disseminação da Informação em Empresas.
Afinal, o que é biblioteconomia?
É a área do conhecimento que estuda, pesquisa e ensina regras, normas e métodos para organização e tratamento da Informação e de documentos. Organizar implica tornar a informação acessível, filtrá-la, divulgá-la e ordená-la de maneira adequada , preservar adequadamente seus suportes, para que resistam ao tempo e ao uso.
A Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação (FaBCI/FESPSP)
66 anos de tradição e inovação
Em 1936, Rubens Borba de Moraes fora nomeado diretor da Biblioteca Pública Municipal e se defrontara com a dificuldade de constituir um corpo de biblioteconomistas qualificados, pois o único curso de biblioteconomia existente até então era o da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, voltado para uma formação de caráter erudito.
Para atender à urgência de equipe técnica, Moraes organizou um curso de biblioteconomia, que, de 1936 a 1939, funcionou com o apoio do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo e, em março de 1940, ficou sob responsabilidade da Escola Livre de Sociologia e Política de São Paulo. Entre os primeiros professores, estavam o próprio Rubens Borba de Moraes e Adelpha Rodrigues de Figueiredo.
De 1943 a 1949, uma subvenção da Fundação Rockfeller possibilitou a ampliação do curso para dois anos, a criação de uma biblioteca especializada na área e a concessão de bolsas de estudo para alunos do interior do estado de São Paulo e do Brasil. Com o apoio da American Library Association (ALA), o currículo foi modificado de forma a se equiparar ao programa das escolas norte-americanas de biblioteconomia, as "library schools".
Ampliação do currículo
A Faculdade de Biblioteconomia introduziu, em 1950 e depois em 1960, novas disciplinas, na busca da melhoria de qualidade e diante das demandas técnicas de especialização da carreira de bibliotecário. O curso ampliou-se para três anos, antecipando-se ao currículo mínimo oficial, que só seria divulgado em 1962. Em 1984, passou de três para quatro anos, com a inclusão de mais disciplinas, em resposta ao desenvolvimento de novas tecnologias e às exigências do florescente mercado de trabalho para os biblioteconomistas.
Desde 1999, adotou-se a denominação Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo , pois o curso direcionou-se para a Gestão da Informação e do Conhecimento para os mais variados ambientes informacionais.
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